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Indústria Têxtil moderniza-se
Semana Informatica

Esta semana(19-25 Setembro) a revista "Semana Informárica" foca a sua atenção na Indústria Têxtil. A Inforcávado participa com o seu Software de Gestão de Produção PROTextil e com a sua opinião em relação ao futuro das TI neste sector.

Seguidamente transcrevemos a entrevista na integra:

 

Questões dossier Semana Informática – Soluções Ti para a Indústria Têxtil

 

SI- Tendo em conta a vossa experiência, como tem evoluído nos últimos anos a procura de soluções TI pela indústria têxtil?

A.Mota: Embora a Inforcávado só exista a 7 anos, a minha experiência pessoal a desenvolver sistemas de informação para a Indústria Têxtil já têm cerca de 20. Neste período assisti às primeiras informatizações das grandes empresas da região com processos de fabrico totalmente verticais, com um número de funcionários na ordem das centenas, focando o seu interesse em termos de TI, na área Administrativa e Financeira e em termos de Gestão de Produção no controle interno e optimização dos processos.

Com o passar dos anos as empresas, com a diversificação e oscilação da procura, com encomendas colocadas em prazos e quantidades cada vez menores foram se adaptando, dando lugar as PME mais ágeis e especializadas recorrendo cada vez mais à subcontratação. Agora com um número de funcionários na ordem das dezenas as chefias tentam encontrar soluções que agilizem o planeamento e controle da produção Externa e facilitem o processamento das compras de matérias-primas, ou seja, encontrar ERP´s que se ajustem facilmente aos seus processos, com mais informação específica, de simples introdução e consulta.

Deste cenário resultará uma maior procura de Soluções de TI, não em termos de quantidade, mas em termos de serviços de adaptação das soluções existentes às necessidades específicas de cada empresa. Esta situação, terá que ser bem analisado pelas empresas de TI, pois as empresas que vão ter necessidade de recorrer a esses serviços, devido a sua dimensão cada vez menor, terão maior dificuldade em suportar os valores praticados pelos grandes players que actualmente dominam o mercado. Portanto teremos também nós de ser produtivos para conseguir fornecer soluções a preços que o mercado possa suportar e estar também preparados para produzir mais e ganhar menos.

  

 

SI- Fala-se muitas vezes da necessidade de modernização neste sector, mas há também um número crescente de casos de sucesso a apontar. Diria que, de um modo geral, as empresas já estão conscientes dessa necessidade de modernização?

A.Mota: Os casos de sucesso estão em grande parte relacionados com empresas que apostam na qualidade sem deixar de ser competitivos. Para isso têm de se munir de ferramentas que os ajudem a ser mais produtivos, minimizando as falhas optimizando os custos, ou seja, efectuar uma aposta em novas tecnologias, principalmente em bom Software de Gestão, simples e eficaz.

 

SI- A que necessidades específicas responde a vossa oferta dirigida a este sector? 

A.Mota: O nosso Software, Protextil, foi desenvolvido para fazer face a diversas actividades ligadas à Industria Têxtil, caracterizado por uma grande flexibilidade em termos de configuração, permite-nos estar em clientes que Produzem a sua marca na Vertical, em Industrias de Confecção subcontratadas por marcas Nacionais e Estrangeiras, em Industrias de Malhas (Tecelagens), em Fabricas de Meias e Collants e outras actividades ainda mais especializadas como por exemplo: o corte a feitio.

 

SI- Em que áreas dessa oferta se concentra mais a procura?

A.Mota: As Industrias de Confecção de Malhas que são subcontratadas por Marcas Nacionais e Estrangeiras, pela sua dimensão e agilidade em termos de processos, são aquelas que revêem na nossa solução o modelo ideal para dar resposta as suas necessidades.

 

SI- A falta de recursos especializados nas empresas – na sua maioria de pequena dimensão - pode funcionar como um entrave à adopção de soluções tecnológicas mais complexas. O que fazem para ajudar a ultrapassar estas lacunas?

A.Mota: É verdade que ainda existem muitas PME sem pessoal capaz de utilizar um ERP na sua plenitude, por isso é muito importante que nesses casos o parceiro responsável pela implementação da solução, detenha um bom know-how em termos de Industria Têxtil e seja capaz de reinventar os métodos da empresa, tentando introduzir alterações de uma forma faseada, começando pelos sectores melhor preparados e indo gradualmente conquistando os outros elementos, adequando o sistema um pouco à sua imagem, mas acima de tudo formando e adaptando os seus métodos de trabalho.

 

SI- Pode referir um ou mais exemplos de empresas que tenham encontrado nas vossas soluções as ferramentas necessárias para a modernização, fornecendo alguns detalhes que permitam compreender a solução implementada e os benefícios que daí advieram?

A.Mota: O exemplo que mais se ajusta a esta questão é exactamente o mais simples, com uma actividade muito específica. Esta empresa Executa única e simplesmente Corte a Feitio, ou seja, recebe Malhas de Clientes para cortar e colocar em lotes os diversos componentes de uma peça de vestuário, podendo excepcionalmente enviar partes dessas peças para estampar ou bordar. Num processo aparentemente fácil de gerir a grande questão coloca-se na grande diversidade de modelos, cores e tamanhos executados simultaneamente nas 3 mesas de corte, tornando-se difícil o controle da produção, subcontratação, expedição e facturação das encomendas.

A nossa solução passou por colocar 2 terminais touch-screen de muito fácil utilização junto as mesas onde se processam os lotes, sendo emitida uma etiqueta numerada que identifica de uma forma única cada encomenda/lote. O responsável começa por introduzir as quantidades pedidas pelos clientes numa grelha de cores e tamanhos, define o nº de partes e se alguma das partes vai para estampar ou bordar, a partir dai começa a controlar a quantidade que vai sendo cortada, alertando sempre o utilizador para a quantidade em falta. A partir deste registo todos os documentos são criados de uma forma automática, as Guias de Transporte e de Remessa são emitidas com base na quantidade disponível e no final do mês a facturação limita-se a agrupar essas quantidades por encomendas e a colocar o preço unitário.

O sistema para além de simplificar o processo de registo manual que obrigava a muitas somas e alguns erros, foi capaz de fornecer aos responsáveis elementos de gestão mais precisos e em tempo real, permitindo que estes pudessem actuar de uma forma mais célere diminuindo assim os erros e o tempo que dedicavam a essas tarefas rotineiras de gestão. Rentabilizando desta forma o investimento, com maior disponibilidade para desenvolver outras tarefas a nível comercial e Organizacional.

 

SI- Olhando para o futuro como vê a evolução das soluções TI na indústria têxtil?

A.Mota: Em termos de mercado, julgo que o número de empresas vai diminuir gradualmente nos próximos tempos, principalmente as de maior dimensão, com menor agilidade, serão incapazes de responder a grande oscilação da procura. As Pequenas e médias empresas, mais especializadas que apostem na qualidade e produtividade vão certamente subsistir e para isso vão ter que recorrer às novas tecnologias que terão de ir de encontro a essa agilidade, tornando-se mais especializadas, permitindo uma gestão mais simples e eficaz de cada processo.

 

SI- E no vosso caso concreto, como planeiam a evolução da oferta neste sector. Estão previstas novidades/actualizações para este ano ou já para 2009?

A.Mota: Dentro da perspectiva traçada na questão anterior, vamos apostar exactamente na especialização, fornecendo sempre os elementos de gestão que possam melhorar a produtividade e a qualidade. Para além desta relação mais estreita de acompanhamento junto do cliente Estamos a desenvolver um novo módulo de Planeamento que vai de encontro a este cenário, focado na gestão de subcontratação, uma vez que a maioria dos processos é produzido recorrendo a terceiros.

Autor: Armando Mota
Fonte: interna
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008 - 08:24:24

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